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NASA e Petrobras inovam na saúde com Telemedicina

O que os astronautas em órbita, trabalhadores em plataforma de petróleo e cidadãos que vivem no interior têm em comum?

Na perspectiva da saúde, em casos de emergência médica, todos eles enfrentarão sérias dificuldades para receber atendimento e tratamento adequados.

As experiências da NASA e, mais recentemente, da Petrobras com Telemedicina podem dar indícios de como ampliar o acesso à saúde aos moradores de regiões mais remotas sem que seja necessário incrementar os custos do Sistema de Saúde.

A EXPERIÊNCIA DA NASA COM TELEMEDICINA

Ainda na década de 1970, a agência espacial americana iniciou um programa de desenvolvimento de tecnologia espacial aplicada à saúde, implementado em uma reserva indígena no Arizona. O STAR-PACH (em tradução livre, Tecnologia Espacial Aplicada aos Cuidados de Saúde na Zona Rural de Papago) provia cuidados médicos à reserva indígena com o intuito de produzir aprendizado para as viagens espaciais de longa duração.

Os primeiros atendimentos foram viabilizados por um carrinho equipado com uma variedade de instrumentos médicos e que conectava dois paramédicos indígenas aos médicos especialistas do hospital de referência por meio de microondas bidirecionais e transmissão de áudio.

A efetividade do programa fez com que a NASA expandisse sua aplicação para além do foco inicial - viagens espaciais - e transferisse tecnologia também com intuito humanitário. Nos anos seguintes, a Telemedicina foi adotada em diversas emergências, das quais pode-se destacar os terremotos de 1985, na Cidade do México, e mais tarde de 1988, em Spitak, na Armênia.

A iniciativa da NASA, além de estruturar a tecnologia, criou condições que desencadearam os debates em relação à atuação médica à distância. O estado do Arizona era um dos poucos estados americanos a ter legislação permissiva a respeito dessa prática.

PIONEIRISMO DA PETROBRAS COM TELEMEDICINA

No Brasil, prevê-se a prática da Telemedicina, de acordo com a Resolução 1643/2002 do Conselho Federal de Medicina, apenas com a participação direta de médicos nas duas pontas. Excetua-se dessa regulamentação as plataformas de petróleo da Petrobras.

A petrolífera, desde 2007, tem testado e implementado tecnologias para o atendimento dos embarcados em suas plataformas com o intuito de auxiliar a tomada de decisão a respeito de procedimentos médicos e, inclusive, de transferências dos pacientes. Apesar dos protestos de entidades médicas em razão de conectar não dois médicos, senão um médico com um enfermeiro presente na plataforma, a companhia evoluiu em diversos aspectos no atendimento à distância e, assim como os exemplos da NASA, tem condições de transferir conhecimento e tecnologia para as cidades do interior do Brasil.

A dificuldade de acesso médico de um trabalhador offshore, isto é, embarcado em alto-mar em plataforma e de um morador de uma cidade do interior, longe de centros urbanos pujantes, se assemelham. Da mesma forma que, para a Petrobras, é mais efetivo realizar uma teleconsulta para decidir a respeito da remoção de um paciente de suas plataformas, municípios do interior podem se beneficiar dessa tecnologia.

Assim, percebe-se que casos extremos como viagens espaciais e a exploração de petróleo em alto-mar podem servir como portas para inovações, as quais podem fornecer mecanismos para a superação de modelos vigentes defasados.

Quer saber mais sobre Telemedicina?

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